A região

Trás-os-Montes fica no extremo nordeste de Portugal e tem paisagens de rara beleza.

É uma terra rica, não só em olivais e vinhas mas também em cereais e frutos, que conferem à natureza cores maravilhosas ao longo do ano: o verde das oliveiras e o branco das amendoeiras em flor.

Trás-os-Montes têm igualmente uma fauna rica. Para além de uma das populações de lobos mais importante de toda a Europa, também aqui encontramos veados, lebres, raposas, perdizes e javalis e no céu voam a águia-real e o grifo.

Fruto de uma fauna e flora ricas, surge uma gastronomia típica, premiada com o título de Património da Humanidade e caracterizada pela qualidade dos produtos utilizados e também pela simplicidade da confeção.

Salientam-se os enchidos como as alheiras ou o salpicão, o folar, o presunto, a posta mirandesa, o cabrito, o cozido e a feijoada transmontana, sem esquecer as castanhas (que dão origem a uma diversidade de pratos como o caldo de castanha, a carne de porco estufada com castanhas ou o pudim), os pratos de caça, as casúlas secas com butelo, o azeite, os vinhos, o arroz doce, as rosquilhas e o mel.

Trás-os-Montes é a terra da Sá Morais Castro e da família que lhe dá o nome.

Trás-os-Montes já dispõe de uma boa rede viária e dentro de pouco tempo estará ainda mais “próxima” do litoral. As acessibilidades eram apontadas como uma das principais causas para o fraco desenvolvimento económico da região, será? Haverá seguramente razões mais fortes!

Os fortes movimentos migratórios ocorridos sobretudo na segunda metade do século passado e nos últimos anos prejudicam fortemente a região pois saiu muita gente muito válida e muito jovem. Efetivamente a população está muito envelhecida e desprovida de recursos financeiros para dar um forte impulso ao desenvolvimento económico da região.

Não creio que nas próximas décadas o tecido empresarial do setor secundário e terciário da região vão sofrer grandes alterações e estou convencido que o setor primário terá uma importância crescente na economia.

Há grandes entraves ao desenvolvimento da agricultura em Trás-os-Montes, nomeadamente a dimensão média da propriedade, a dimensão médias das explorações agrícolas, a pouca abertura á mudança dos empresários agrícolas que continuam com pouco mundo, a grande dispersão por tipos de culturas que impede a especialização, a partilha de conhecimentos e otimização de recursos.

A região necessita urgentemente de criar condições, não para fixar pois já há pouca gente a fixar mas para atrair pessoas jovens e com formação capazes de fazer a mudança.

Há que criar condições efetivas para aumentar significativamente o empreendedorismo, a dimensão do tecido empresarial e a especialização. Jamais pode haver crescimento sem uma muito maior concentração de recursos humanos e financeiros.

José Luis Castro

A história da empresa Sá Morais Castro começa em meados do século XX, quando José Maria Sá Morais Castro e sua mulher Maria Luísa Sá Morais Cabral Castro recebem as respectivas heranças dos seus Pais, compostas por terras de cultivo de azeitona na zona de Macedo de Cavaleiros e Mirandela, Trás-os-Montes.

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